• Andropausa e Falta do Desejo

ANDROPAUSA - (DISTURBIO ANDROGÊNICO DO ENVELHECIMENTO MASCULINO)

A andropausa também é conhecida como menopausa masculina. Ocorre geralmente entre as idades de 40 a 55 anos, quando os homens podem percebem sintomas semelhantes à menopausa embora não apresentem um ponto tão característico como a interrupção da menstruação para definir essa etapa. Ocorre nessa fase uma queda no nível da testosterona (hormônio) e com isso as mudanças ocorrem muito gradualmente nos homens. O homem experimenta um declínio gradual de suas funções gonadais, caracterizada pela diminuição da taxa de testosterona e da produção de espermatozóides.
Possíveis sintomas:
Diminuição da qualidade das ereções.
Ejaculação precoce
Perda de memória
Nervosismo
Insônia
Queda da libido (apetite sexual)
Perda de cabelo
Diminuição da massa muscular
Alterações no humor
Doenças cardiovasculares
Osteoporose
Aumento da gordura abdominal
Não há maneira de prever quem vai ter sintomas de andropausa que tornem necessários procurar ajuda médica, nem a idade exata em que os sintomas irão ocorrer. Alguns exames auxiliam a verificação da andropausa tais como exame de sangue para verificar o índice de testosterona, espermograma para verificar a produção dos espermatozóides, exame de toque, densitometria óssea e ecografia da próstata e abdômen.
A reposição hormonal somente deve ser feita com um acompanhamento médico e pode ser feita através de comprimidos via oral, adesivos para pele ou injeção intramuscular. Com isso o homem terá um retardo na osteoporose, um melhor desempenho sexual, melhora dos distúrbios neurológicos e conseqüentemente melhora na sua qualidade de vida como um todo. A reposição é contra indicada para pacientes portadores ou com suspeita de carcinoma na próstata, câncer de mama, hiperplasia benigna da próstata e problemas hepáticos.
Para ajudar, o homem deve principalmente nessa fase restringir na sua dieta o colesterol e o açúcar e comer alimentos com maior teor de sais e vitaminas como legumes, verduras e frutas.
Em fevereiro de 2006 a Sociedade Brasileira de Urologia publicou um consenso estabelecendo parâmetros para o diagnóstico e tratamento da deficiência hormonal masculina, que foi denominada, então Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM). O texto do documento admite que a reposição hormonal masculina ainda está sujeita a controvérsias. Questiona-se desde a real existência do problema até a necessidade concreta da reposição hormonal.

FALTA DE DESEJO (LIBIDO)

A falta de libido é mais comum nas mulheres do que no homem porém ocorre com uma certa frequencia também e é queixa comum tanto do próprio homem como da companheira que se sente deixada de lado e não desejada Esse tipo de problema também é bem menos comum que a disfunção erétil em si o que se pode observar como homens com o desejo normal mas que não conseguem uma boa ereção.

Algumas causas fisicas podem ser citadas: alcoolismo, drogas, obesidade, hiperprolactina, efeito colateral de medicamentos, baixo índice de testosterona e doenças como diabetes.

No lado psicológico podemos relatar casos associados a depressão, estress, traumas de infância, homossexualidade latente mesmo problemas de relacionamento.

Não há até hoje um medicamento específico para melhora da libido a não ser quando há queda comprovada da testosterona. É importante lembrar que medicações para Disfunção Erétil não melhoram a lbidio, interferindo apenas na parte de ereção.

Na visão da Terapia Sexual, libido é uma energia provinda do instinto de vida, que promove o interesse, a preservação, a condução para o desenvolvimento, ou seja, o que proporciona a busca do prazer de realização da construção sadia e positiva para o desenvolvimento do ser humano.
Libido é uma energia vital, presente no homem nas suas diferentes fases do desenvolvimento. Na atualidade é a mola principal que desencadeia o interesse, o desejo, a busca do prazer de preservação da espécie. Fatores orgânicos e medicamentos podem afetar a libido.
A exemplo, as frustrações vividas pelas dificuldades na realização da vida sexual podem desencadear uma baixa no desejo, agravando cada vez mais o quadro psicossexual do indivíduo. Drogas, medicações específicas também afetam a libido, trazendo conseqüências graves no desempenho sexual. Compete sempre a um especialista definir o motivo da causa de perda de libido.