• Aspectos Psicológicos

DIFICULDADE EM ACEITAR A DISFUNÇÃO ERÉTIL

A Disfunção Erétil (DE) pode gerar um profundo efeito na sua qualidade de vida. O Paciente com DE perde a auto-estima e passa a lidar com diversos sentimentos negativos tais como frustração, ansiedade, tristeza e nervosismo.
Todo esse problema acarreta grandes transtornos no relacionamento íntimo levando a brigas e discussões, e em alguns casos no desespero o homem chega mesmo “tentar um outro relacionamento” para ver se há alguma melhora o que leva em alguns casos à separação.

PAPEL DA COMPANHEIRA

A disfunção erétil é um assunto bastante difícil de lidar. A companheira deve tentar encorajar o homem a procurar um tratamento. Algumas formas que facilitam a procura são:

  • Conversar a respeito de como a DE afeta os dois, e não só o homem
  • Dar apoio enquanto ele procura resolver como se tratar e mostrar-lhe que isso é mais comum do que se pensa e afeta milhares de homens.
  • Mostrar que em grande parte dos casos há um problema físico e não somente psicológico.
  • Lembrar que esse problema é tratável, encorajando-o a procurar um especialista, mostrando-se disposta a acompanhá-lo e a ajudar a escolher o melhor tratamento. O acompanhamento facilita o entendimento “técnico” e “psicológico” do que está acontecendo.
  • Ajudar a mostrar ao homem que a Disfunção Erétil não é, de forma alguma incomum, porém, embora afetando milhões de homens, muito poucos se abrem e discutem o assunto francamente.
  • Citar que a existência de tantos recursos disponíveis hoje em dia abre a esperança para um sucesso no tratamento e com certeza encoraja o homem.

DISFUNÇÃO ERÉTIL PSICOGÊNICA

Quando não se identifica nenhum problema orgânico que possa ser a causa da Disfunção Erétil (DE), classifica-se então como DE Psicogênica. Alguns fatores já foram apresentados no item “Causas da Disfunção Erétil”
O médico avaliará entre outros pontos, a natureza, duração e qualidade da ereção tanto atualmente como ao longo da vida, as circunstâncias em que o problema apareceu e se manteve, relacionamento com a companheira e possíveis fatores de risco. Com base nessas informações será possível verificar-se tanto em se a Disfunção é primária, ou secundária e em que fase do ciclo da resposta sexual acontece (desejo, excitação, orgasmo ou resolução).
De posse de todo o histórico do paciente, torna-se possível orientar o tratamento, utilizando-se ou de medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos e neurolépticos) e/ou psicoterapia focada na sexualidade ou terapia de casal. Na maior parte das vezes, torna-se necessário tratar a DE psicogênica de forma multidisciplinar.

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