Justiça condena cirurgião após bilionário morrer em cirurgia para aumento do pênis - Dr. Carlos Araújo

Médico foi sentenciado a 1 ano e 3 meses de prisão e proibido de exercer a medicina após procedimento em Paris

Um cirurgião conhecido por atender milionários e celebridades foi condenado a 1 ano e 3 meses de prisão e recebeu proibição definitiva de exercer a medicina após a morte do bilionário Ehud Arye Laniado, ocorrida durante um procedimento de aumento peniano em Paris. A decisão judicial foi concluída na última quarta-feira (28/1), após um processo que se estendeu por anos.

Identificado nos autos como Guy H., o médico realizava o procedimento na clínica estética Saint-Honoré-Ponthieu, na capital francesa, em março de 2019. Laniado tinha 65 anos e, segundo o processo, era atendido pelo cirurgião duas a quatro vezes por ano, em procedimentos que custavam dezenas de milhares de euros.

Procedimento fora do horário e morte no local

A cirurgia ocorreu fora do horário comercial da clínica. Durante o procedimento, o bilionário sofreu uma parada cardíaca e morreu ainda no local. Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio culposo, mas o rumo das investigações mudou ao longo do processo.

Os investigadores passaram a apurar omissão de socorroinfrações relacionadas a drogas e exercício ilegal da medicina. O médico que auxiliava Guy H. na cirurgia também foi condenado a 12 meses de prisão, mas teve a pena suspensa. Ele igualmente foi banido de exercer a medicina.

Demora no socorro levantou suspeitas

Segundo informações publicadas pelo jornal Le Parisien, a causa direta da morte não esteve ligada à injeção aplicada durante o procedimento.

“Quando os investigadores analisaram a causa da morte, a injeção no pênis foi rapidamente descartada. A questão que permaneceu foi por que o cirurgião fez um primeiro pedido de ajuda às 20h, antes de um segundo telefonema, desta vez para o corpo de bombeiros, duas horas depois”, disse uma fonte ao jornal.

Versões da defesa não convenceram

Os réus afirmaram inicialmente que o primeiro telefonema ocorreu por causa do “comportamento irritado” de Laniado e de sua insistência em receber as injeções, mesmo reclamando de dores abdominais.

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